quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Amanhecer em Porto Alegre
Falo do amanhecer como se verbo pessoal fosse. Cometo um erro gramatical evidente. Um erro de lógica? Nem tanto! Como conceber um amanhecer sem a presença de alguém que tenha cognição do fato? Um amanhecer sem testemunhas? Certamente, mesmo sem a presença humana, ainda seria um amanhecer, os dias continuariam amanhecendo, mas esse amanhecer seria vazio.
Por isso peço perdão aos puristas do idioma para esse meu amanhecer, pessoal, ou para que me permitam dizer "que amanheço em Porto Alegre", nessa cidade que se tornou conhecida não pelos seus amanheceres, mas pelos anoiteceres a emoldurarem o Rio Guaíba. A verdade é que, deixada de lado a questão gramatical, o amanhecer de Porto Alegre não fica nada a dever ao anoitecer. Confira:
Concorda comigo, amigo? Estamos em pleno início da primavera, cujas manhãs são gêmeas idênticas das frias manhãs de inverno. A diferença não está no termometro, está no íntimo de cada um que parece saber - embora não seja algo sensível na pele - que agora o tempo é outro, como depôem os pássaros com seus cantos alegres e a natureza com suas flores coloridas.
Ah! Essa é uma hora ideal para um bom café!
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